Informativo Nº 29 do Jornal O Serigráfico
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Nº 29 – Janeiro de 2010
 

Artigo SGIA: Uma impressora não o transforma num impressor
Por Kelly Smith, presidente do Consórico de Grandes Formatos
(Adaptado de “A machine does not make you a printer”, publicado originalmente no SGIA Journal)

Tenho estado envolvido em impressão digital desde 1992, mas comecei a procurar um impressor digital em 1990. Levei mais de dois anos para encontrar um que atendesse minhas necessidades e às dos mercados por mim atendidos. Agora, centenas de modelos e estilos abrangem praticamente todas necessidades.
Eu comecei a procurar uma nova forma de impressão por conta de minha experiência no mercado de sinalização. Eu praticamente nasci em uma loja de sinalização e aprendi todos os truques do comércio em uma idade precoce. Aprendi pintura a mão, serigrafia, com tinta spray e por transferência, entre outros. Aqueles eram tempos divertidos, mas pude perceber os altos custos que eram necessários neste tipo de aprendizado.
Eu sabia que tinha de haver uma maneira melhor, e comecei a procurar. O que aconteceu com a impressão digital desde a década de 1990 é espantoso! Há tantas opções disponíveis! Mas isso tem criado seu próprio conjunto de problemas.
Estas impressoras estão agora em todo o mundo. Para uma casa de produção, isto tem conseqüências: os preços caíram, aumentando a concorrência de quem presta este serviço. Além disso, é preciso um esforço quase hercúleo (e altos custos) para permanecer no topo da tecnologia e da evolução da indústria.
Como a impressão é agora a parte “fácil”, existe todo tipo de concorrentes, inclusive os que realmente não sabem o que estão fazendo. Quase ninguém que possui impressoras de grande formato sabe como instalar corretamente. Tornou-se um jogo crítico de tentar determinar o melhor material e como instalá-los.
Assim como possuir um bisturi não faz de você um cirurgião, possuir um computador não faz de você um designer, e possuir uma máquina de impressão de grande formato não faz de você um especialista em impressão de grande formato.
Em 1996, houve uma concorrência para um projeto de impressão de grande formato em um edifício em Nova York, e meu concorrente entrou com um preço mais baixo. Perguntei ao meu cliente como meu concorrente pretendia atender com aqueles preços, e ele me contou seus planos. Eu lhe disse que era muito perigoso e que não iria funcionar. Meu conselho caiu em ouvidos surdos. Eu perdi o trabalho, porque "ele tem muita experiência e tem feito isso antes e, além disso, ele é mais barato". Aproximadamente dois meses depois, uma tempestade atingiu o banner, que danificou cinco veículos e matou um pedestre.
Em uma escala menos pessoal, o desastre resultou em milhões de dólares em receitas perdidas para a nossa indústria. A partir desse momento, a cidade de Nova York restringiu dramaticamente o uso de banners e passou a fazer exigências maiores em quase todos os casos.
Duas questões-chave cercam toda a discussão de uma impressão de grande formato. A primeira delas diz respeito ao fato de que cada edifício é diferente, assim como cada projeto. Muitas pessoas me perguntam quanto pesa um banner. O peso de um banner é absolutamente nada em relação às cargas de vento. Logo, a primeira coisa a se descobrir é como manter o banner ao lado do edifício. Sugiro que se considere três fatores principais: (1) Tipo de construção (cimento, tijolo, aço, etc), (2) Altura do solo ao centro da bandeira e (3) Instalação e obstruções.
Com estas perguntas em mãos, um engenheiro licenciado pode ter certeza de que a bandeira atende aos códigos da cidade onde ele é instalado. Infelizmente, muitas vezes um engenheiro não é consultado - e muitas empresas não sabem para quem ligar.
Cada banner ser projetado para resistir a todas as variáveis possíveis, ou não deve ser colocado acima. A próxima coisa que precisa ser determinado é como imprimir o banner. Agora isto pode parecer uma resposta fácil daqueles que possuem máquinas de impressão de grande formato. "Basta usar a nós!", eles exclamam. Bem, não é tão simples. Algumas máquinas são melhores que outras, e há mérito para cada um. Recomendo que se leve em conta os seguintes fatores, entre outros: (1) Será que eles têm o equipamento de impressão certo? (2) Será que eles têm o espaço certo para fabricá-los? (3) Será que eles sabem como lidar com todo o programa - design, pré-impressão, engenharia, transporte (sim, o transporte é um grande negócio) e de instalação?
Cada um de nós precisa defender o que é certo. Tenho sofrido graves prejuízos por causa das normas de ética dos outros, mas, globalmente, esta é uma indústria honrosa. Nós fornecemos um serviço bom e um bom produto. Eu sei que os preços estão tendo um efeito negativo sobre muitas decisões, e podem continuar a cair, mas quem é que vai ficar quando todos e tudo forem queimados até o chão? Serão apenas aqueles que têm padrões de excelência. E então os preços vão subir novamente e o ciclo vai continuar. Nossa sociedade é gananciosa, e ganância leva a temer. O medo de perder clientes e postos de trabalho.


 

 

Canon apresenta soluções de baixo consumo de energia
Fabricante apresenta equipamentos remanufaturados, provenientes de seu 'Programa de
Reconstrução de Multifuncionais' em Manaus


A Canon, empresa japonesa especializada no desenvolvimento de tecnologias de gerenciamento de documentos e de imagem, apresentou suas soluções de impressão de baixo consumo de energia e equipamentos remanufaturados, em São Paulo. "Todas as nossas práticas comerciais são aplicadas respeitando o objetivo de equilibrar questões ambientais, econômicas e sociais. Desta forma, desenvolvemos produtos de baixo impacto ambiental e eliminamos atividades que possam ameaçar o meio-ambiente", afirma Jun Otsuka, presidente da Canon do Brasil.
Uma das atividades da Canon relacionada à preocupação com o meio-ambiente e seu compromisso de contribuir para sua preservação é o Programa de Reconstrução de Multifuncionais em Manaus (AM), que já reconstruiu mais de 2 mil equipamentos, possibilitando o reaproveitamento de 460 toneladas de resíduos sólidos como metais, plásticos e componentes eletrônicos. “No mundo, a Canon possui um programa de redução de emissão de CO² no ciclo de vida de seus produtos, que resultou na diminuição de emissão do gás em 6,99 milhões de toneladas nos últimos oito anos."Os programas de reconstrução em Manaus e de redução de emissão de CO² são alguns dos vários projetos alinhados a nossa política de conservação ambiental", explica Otsuka.
www.canon.com.br

Artigo: Informação e formação: o único caminho
Por Paulo Cesar Abrantes de Aguiar, presidente em exercício do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp)

A Epson inaugurou em 4 de dezembro a exposição temporária “Ora, Bolas! O Futebol Pelo Mundo”, na sede do Museu, que fica no Estádio do Pacaembu. E para garantir a qualidade fotográfica necessária em uma grande mostra, o evento conta com o apoio da Epson do Brasil.
Um dos grandes entraves enfrentados pelo setor de tintas, vernizes e produtos correlatos é a falta de qualificação de mão de obra. Ainda são poucas as oportunidades de aperfeiçoamento destes profissionais, principalmente levando-se em conta o grande número de pessoas que exercem atividades relacionadas aos vários segmentos. Muitos destes trabalhadores aprendem com a prática ou com os ensinamentos de um profissional mais experiente, o que, muitas vezes, não permite o acesso a informações atualizadas sobre produtos, tecnologias e tendências de mercado.
Esta é uma realidade que precisa ser mudada e para a qual o Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp) vem trabalhando em vários níveis, especialmente com a realização de cursos por meio de parceria com importantes entidades ligadas à indústria e ao ensino.
Um dos cursos realizados pelo Sitivesp é o Encontro de Repintura e Complementos Automotivos, em conjunto com o Senai, que integra especialistas das indústrias de tintas e profissionais de oficinas de funilaria e pintura. Realizados periodicamente, em diversas regiões do Estado, é uma oportunidade de novos aprendizados e, a julgar pelo interesse demonstrado pelos participantes, vem atendendo às necessidades desta categoria profissional, carente de informações.
Direcionado a profissionais de pintura imobiliária, o curso de Pintura Decorativa, também em conjunto com o Senai, visa preparar o pintor não apenas para aplicar os produtos da forma mais indicada, como para incorporar conceitos de segurança, racionalização do trabalho, planejamento e qualidade de vida.
Outra iniciativa, voltada a profissionais de níveis gerenciais e que até então não dispunham de um curso que reunisse tantas informações direcionadas - é o curso de Especialização em Tecnologia de Tintas ministrado pela Faculdade Oswaldo Cruz em nível de pós-graduação, com o apoio do Sitivesp. Com três semestres de duração, o curso apresenta conteúdo especifico do setor, o que intensifica o desenvolvimento de potencialidades de acordo com as necessidades do mercado.
Não há outro caminho. Somente pela qualificação - e pela educação básica e complementar em âmbito mais amplo - alcançaremos um nível de crescimento compatível com países desenvolvidos e será possível manter a indústria nacional entre as melhores do mundo, oferecendo qualidade, produtividade, inovação e tecnologia. Sem profissionais aptos em todos os níveis de atuação, não poderemos nos colocar no lugar que temos todas as condições de conquistar.
www.sitivesp.org.br

Designer mineira vence concurso internacional de embalagens/a>
Ex-aluna de Design Gráfico da Universidade FUMEC, de Belo Horizonte, ganhou o concurso do
IED - Instituto Europeu de Design na categoria Design de Embalagem

Encontro congrega mais de 20 profissionais de primeiro escalão EIsabela Sertã foi contemplada com bolsa de mestrado de um ano na sede da instituição, em Milão, e parte para a Itália em janeiro de 2010. Graduada em 2008, atualmente trabalha como designer gráfica na Hardy Design, em Belo Horizonte.
O tema do concurso, "Design para um mundo melhor", foi traduzido em um conjunto de cinco embalagens e uma sacola retornável. "A idéia do meu projeto é promover uma comida mais saudável e a agricultura local e sustentável, que não agride o meio ambiente, respeita os trabalhadores e animais, além de proporcionar salários justos para os agricultores e comunidades agrícolas de apoio", explica Isabela.
A designer criou a marca "Food Lovers", direcionada para pessoas que apreciam a comida saborosa, gostariam de saber de onde ela vem, e se preocupam com todos os elementos envolvidos em sua produção. A tipografia foi criada após uma pesquisa em pequenos mercados, nos quais os produtos são tradicionalmente mencionados em um quadro negro, em grandes letras escritas com um pedaço de giz. "A imagem da mão na marca surgiu porque ela é o principal instrumento de que uma pessoa precisa para cozinhar. Com a mão o molho é provado, o sal é espalhado, a massa é amassada, a quantidade de óleo é controlada, o limão é espremido, e assim por diante. A variação do símbolo mostra o movimento de todo o processo de cozimento. As mãos interagem com a tipografia de giz, "prova" e "prepara", como se fosse a comida fresca, direto da fazenda", detalha Isabela.
As embalagens e a sacola fazem referência a pacotes antigos, quando o alimento era mais natural e saudável. O queijo, por exemplo, é embalado com uma folha de papel fechado com barbante, sem necessitar de cola. A garrafa de leite, de vidro, é retornável. Já o café possui duas embalagens, um pacote fechado com um barbante costurado, e um pequeno cone, lembrando a época em que produtos eram vendidos em pequenas quantidades. Totalmente recicláveis, as embalagens são feitas de materiais biodegradáveis, como papel e barbante de algodão, e veiculam mensagem que convida as pessoas a experimentarem a comida, com abordagem familiar e acolhedora.
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